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Foto Sintrivest participa de encontro que cobra melhorias na saúde
  • 03/12/2017

Sintrivest participa de encontro que cobra melhorias na saúde

Na tarde de sexta-feira, 1 de dezembro, o Fórum das Entidades Sindicais, participou de uma reunião com o prefeito Jonas Oscar Paegle e com o secretário de Saúde, Humberto Fornari, para cobrar melhorias no atendimento nas Unidades Básicas de Saúde, na distribuição de medicamentos e mais agilidade na realização de exames pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na ocasião, o Sintrivest esteve representado pela sua presidente, Marli Leandro, e pelo tesoureiro da entidade, José Gilson Cardoso.
O encontro começou com uma lembrança trazida pelos sindicalistas. Tratava-se do plano de governo do prefeito, especificamente com as propostas para a Saúde. Para ele, que exerce a medicina há décadas no município, esse tema era encarado como prioridade e havia elencado como tripé de trabalho, curiosamente, as três questões que os sindicalistas reivindicavam melhorias: médicos, exames e remédios. O documento ainda listava propostas que, neste primeiro ano de governo, pouco de ouviu falar: luta para trazer o tratamento de quimioterapia para Brusque, resgatar programas de prevenção em odontologia e incentivar programas de saúde preventiva. Este último ponto, inclusive, está em desacordo, já que falta um expressivo número de servidores para atuar como agentes de Saúde da Família.
“A saúde no Brasil está um caos, a situação é crítica em todas as cidades. Nós reconhecemos a luta dos sindicatos, mas a administração pública não era aquilo que eu pensava. Há médicos com salários faraônicos e eu me pergunto como fomos parar nesta situação? Acertar a Saúde no município não é fácil. Trabalhei muitos anos como médico de sindicato e me esforçava para atender a todos. Chegava a dar receita já na porta do carro. Então eu tenho consciência de que é preciso lutar pela nossa comunidade”, afirma o prefeito Jonas Oscar Paegle.
O presidente do Sintrafite, Anibal Boettger, também se lembrou da contribuição do prefeito enquanto médico dos trabalhadores de fiação e tecelagem. E, exatamente por isso, é tão grande a decepção do movimento sindical com a administração pública atual.
“Prefeito, o senhor era campeão de requisição de exame, de dar receita para o trabalhador pegar medicamento no SUS. Era a nossa esperança e acabou ferrando, não apenas com os sindicatos, mas com toda a comunidade que representa. O testemunho que o senhor deu foi excelente”, observou Boettger.
Durante o ano, o Fórum das Entidades Sindicais formou uma comissão para avaliar o serviço prestado nas Unidades Básicas de Saúde. Ao todo, foram duas visitas, que se transformaram em relatórios destinados ao secretário de Saúde, Humberto Fornari. “Os trabalhadores têm nos procurado para demonstrar indignação, porque não se vê melhoras. O discurso é bonito, mas na prática não se vê resultados. O reclame é geral. A gente até entende que a prefeitura foi recebida em determinada situação, mas já se passou um ano e os problemas continuam. O povo precisa de uma resposta com urgência”, enfatiza Boettger.
O Fórum de Entidades Sindicais representa 60 mil trabalhadores e uma das sugestões apresentadas foi a criação de um plano emergencial para atender consultas represadas e exames de alta complexidade. Além, claro, da reativação do convênio que foi interrompido no início do ano. Desde então, trabalhadores que precisam de remédios ou exames pelo SUS devem, obrigatoriamente, passar por uma consulta nos postos de saúde, o que significa retrabalho e aumenta consideravelmente o volume de atendimento nestes locais.


Providências

O secretário de Saúde, Humberto Fornari, demonstrou surpresa com o apelo dos sindicalistas. Até porque recentemente recebeu uma correspondência da Ubam parabenizando pela situação da Saúde no município. “Estamos no caminho e só dois medicamentos estão faltando. Pedra atirada e palavra dada não voltam. Então se faltam mais remédios nos postos é porque o almoxarifado ainda não fez a entrega ou porque o pedido não foi feito”, informou.
Segundo ele, um procedimento oftalmológico, assim como a tomografia pediátrica que exige sedação , são exames difíceis de conseguir. “Mas o grande problema aqui é a volta da redistribuição de medicamentos para os sindicatos e as cotas de exame. Isso é consequência da lei, que inviabiliza o convênio pelas diretrizes do SUS. Estamos determinados em seguir a linha, só que é difícil acabar com o jeitinho que foi construído ao longo dos anos”, destaca Fornari.
Para a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a parceria entre a prefeitura e o movimento sindical nunca esteve fundamentada em “jeitinhos”. “O convênio, inclusive, era aprovado pelo Comusa. Vale lembrar que a prefeitura tem gestão plena dos recursos que arrecada e o município pode, sim, formalizar convênios com entidades”, salienta.
Depois de pouco mais de uma hora de reunião algumas possibilidades foram listadas. A primeira delas é a compra de serviços, conforme acontecia nos primeiros anos de convênio. E a disposição do sindicato em atender cônjuge e filhos até 16 anos dos trabalhadores associados também parece permitir o retorno do convênio. Por fim, o Comusa deverá ser consultado para embasar juridicamente como foi possível manter a parceria durante todos os anos.
“Nesta linha podemos construir uma ponte bonita. Também vou solicitar uma avaliação da Procuradoria e montar uma Parceria Público-Privada (PPP)”, finaliza Fornari.


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