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  • 25/08/2022

A democracia está em risco?

Entenda melhor a discussão que ganhou os noticiários em agosto

Nas últimas semanas tem sido destaque no noticiário local e nacional, a conversa em um suposto grupo de whatsapp, com a presença de grandes empresários do Brasil. No conteúdo divulgado, as mensagens endossam atitudes antidemocráticas e suscitam dúvidas sobre as eleições de 2022.
Esta denúncia veio à tona poucas semanas depois de um movimento nacional, que foi às ruas defender a democracia brasileira e o sistema eleitoral do país. Outras agendas também fizeram parte da concentração de 11 de agosto: o fim do extermínio da população negra, a defesa de empresas públicas e do serviço público, o não à privatização e à Reforma Administrativa e o pedido para que cesse as permanentes ameaças antidemocráticas feitas pelo presidente, Jair Bolsonaro.
Neste mesmo dia, foi lida em pelo menos 77 faculdades de Direito, representando 26 Estados e no Distrito Federal, a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito”, que já ultrapassou 1 milhão de assinaturas. O movimento envolveu intelectuais, políticos, artistas e líderes de movimentos sociais, em discursos de defesa ao Sistema Eleitoral Brasileiro, cuja segurança e confiabilidade é exemplo para o mundo.

O sindicato defende o trabalhador
Você sabia que a Reforma Trabalhista, em vigor desde 2017, pôs fim a mais de 100 itens da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)? Ela também comprometeu a atuação do sistema sindical que, uma vez enfraquecido, tem menos condição de defender os interesses da classe trabalhadora do país.
Com o cenário econômico instável e diante de ataques constantes, os sindicatos permanecem abertos e remanejam seus recursos para manter serviços de apoio e de atendimento social ao trabalhador. Desde 2017, a média salarial caiu 8%, enquanto a inflação assumiu dois dígitos e segue em alta.
O ex-presidente Lula, novamente candidato em 2022, é sindicalista. Recentemente, em reunião com empresários de São Paulo, ele voltou a afirmar que, se eleito, terá o olhar voltado à defesa dos direitos da classe trabalhadora. Esta manifestação não é novidade: foi assim em seus oito anos de governo, que encerraram com 83% de aprovação, conforme registrou a pesquisa Datafolha, em dezembro de 2010.
Rever as perdas de direitos e de renda desde 2017 está na agenda de Lula. Em conversas recentes ele conhece o cenário que poderá assumir caso eleito, de salários estagnados, crédito caro, baixo poder de consumo e nível de atividade, elevação do desemprego, entre outros. Além disso, ele já recebeu em mãos a pauta de reivindicação, elaborada pela CUT, com o envolvimento das Centrais Sindicais. O documento foi incorporado em seu plano de governo.


(*Fontes:

https://ro.cut.org.br/noticias/fora-bolsonaro-em-defesa-da-democracia-e-por-eleicoes-livres-4c2d

http://www.fetiesc.org.br/

https://direito.usp.br/noticia/3f8d6ff58f38-carta-as-brasileiras-e-aos-brasileiros-em-defesa-do-estado-democratico-de-direito

https://www.istoedinheiro.com.br/carta-em-defesa-da-democracia-passa-de-1-milhao-de-assinaturas/

https://veja.abril.com.br/politica/lula-encerra-mandato-com-aprovacao-de-83-afirma-ibope/

https://combateafome.org.br/?utm_source=googlerg&utm_medium=search&utm_campaign=rgfome&gclid=CjwKCAjwu5yYBhAjEiwAKXk_eKD_yQW3N4L7YsRRjjM88Ntx_ex8JX2tk1nF_TixMb-K1DQ6iBBj3RoC-5oQAvD_BwE ).

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