Data de publicação: 06/07/2026
Sintrivest inicia Negociação Coletiva 2026/2027 e convoca categoria do vestuário para assembleia
Trabalhadores do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá vão definir o rol de reivindicações que será levado à mesa com o sindicato patronal
O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Bordados, Couro, Calçados e Similares de Brusque, Guabiruba e Botuverá – Sintrivest inicia, neste mês de julho, a Negociação Coletiva 2026/2027 da categoria. Embora a data-base seja setembro, a construção da pauta começa agora, com a participação direta dos trabalhadores e trabalhadoras.
A primeira assembleia será realizada no sábado, 18 de julho, às 14h, no auditório do Sintrivest, em Brusque. Estão convocados trabalhadores associados e não associados, pois a Convenção Coletiva de Trabalho vale para toda a categoria e deve ser cumprida pelas empresas abrangidas pela negociação.
A assembleia tem como objetivo elaborar o rol de reivindicações que será encaminhado ao sindicato patronal. É nesta etapa que a categoria apresenta sugestões, discute prioridades e define o que será levado para a mesa de negociação.
Entre os pontos debatidos estão as cláusulas econômicas, como o reajuste salarial, o piso da categoria e o percentual de aumento para quem ganha acima do piso. Também podem ser incluídos benefícios como auxílio-creche, auxílio-medicamentos, jornada de trabalho, condições de trabalho e demais direitos previstos na Convenção Coletiva.
Para a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a primeira assembleia é decisiva porque define a base de toda a negociação.
“É nesta assembleia que os trabalhadores e trabalhadoras dizem o que querem reivindicar. É ali que a categoria define qual reajuste salarial quer colocar na mesa, qual piso deseja buscar e quais benefícios precisam ser mantidos, ampliados ou incluídos. Muitas vezes, o trabalhador pensa que só a assembleia final é importante, porque é nela que se vota uma proposta. Mas a primeira assembleia é fundamental, porque é nela que nasce a pauta da negociação”, destaca.
Depois da assembleia, o rol de reivindicações aprovado pela categoria será encaminhado ao sindicato patronal. A partir disso, será solicitada a primeira rodada de negociação, quando o Sintrivest passa a defender as demandas definidas coletivamente.
Marli reforça que a diretoria do sindicato não decide sozinha os rumos da Negociação Coletiva. Segundo ela, a força do processo depende da mobilização da categoria.
“O sindicato representa todos os trabalhadores da categoria, associados e não associados, mas quem decide é a própria categoria. Por isso, é tão importante participar desde o começo, trazer sugestões, acompanhar as etapas e entender que essa negociação é de todos. Quando os trabalhadores participam e se mantêm unidos, a negociação ganha força. Sozinho, o trabalhador tem muito menos poder. De forma coletiva, é possível avançar, defender direitos e buscar valorização real”, afirma.
A Negociação Coletiva 2026/2027 ocorre em um momento em que o debate sobre valorização do trabalho precisa sair do discurso e aparecer de forma concreta no salário, nos direitos, nos benefícios e nas condições de trabalho.
Para o Sintrivest, quem faz a indústria acontecer todos os dias precisa ser respeitado também na mesa de negociação.
“Fala-se muito que a indústria é feita por pessoas. E é verdade. Mas essa valorização precisa aparecer quando se discute reajuste, piso salarial, benefícios, jornada, condições de trabalho e qualidade de vida. Nenhuma conquista vem sem participação”, completa Marli.
O Sintrivest convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá para participarem da assembleia.
Serviço
O que: Assembleia da Negociação Coletiva Sintrivest 2026/2027
Quando: Sábado, 18 de julho
Horário: 14h
Onde: Auditório do Sintrivest
Endereço: Avenida Arno Carlos Gracher, nº 323, Beira Rio, Brusque
Quem participa: Trabalhadores e trabalhadoras do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá, associados e não associados ao sindicato.