Data de publicação: 21/07/2026

Trabalhadores do vestuário aprovam pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027

Trabalhadores do vestuário aprovam pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027

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Trabalhadores do vestuário aprovam pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027

Reunidos em assembleia convocada pelo Sintrivest, trabalhadores definiram as reivindicações que agora serão apresentadas e negociadas com o sindicato patronal



Os trabalhadores e as trabalhadoras das indústrias do vestuário de Brusque, Guabiruba e Botuverá aprovaram, em assembleia realizada no sábado, 18 de julho, a pauta de reivindicações da Negociação Coletiva 2026/2027. Promovido pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário (Sintrivest), o encontro definiu as propostas que serão encaminhadas ao sindicato patronal e servirão de base para as negociações da Convenção Coletiva de Trabalho, cuja data-base da categoria é 1º de setembro.


Entre as principais reivindicações aprovadas pelos trabalhadores estão piso salarial único de R$ 2.700; reajuste salarial correspondente ao INPC acumulado acrescido de 5% de ganho real para quem recebe acima do piso; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução de salário; abono salarial de R$ 500 na data-base; adicional noturno de 35%; cartão alimentação no valor de R$ 500; auxílio-creche de R$ 350; reembolso de 50% das despesas com medicamentos sem limite de valor e estendido aos filhos de até 14 anos; ampliação das faltas legais; licença remunerada para realização de exames; assistência sindical nas rescisões de contrato de trabalho em qualquer tempo de serviço; e ampliação da licença-maternidade para seis meses.


As reivindicações aprovadas durante a assembleia representam a pauta que será defendida pelo Sintrivest nas negociações com o sindicato patronal. A definição dos itens que passarão a integrar a Convenção Coletiva de Trabalho dependerá do resultado das rodadas de negociação entre as duas entidades.


Segundo a presidente do Sintrivest, Marli Leandro, a assembleia representa um momento fundamental do processo de negociação.


“É quando os trabalhadores aprovam o rol de reivindicações que será levado ao sindicato patronal. Além das cláusulas econômicas, debatemos diversas cláusulas sociais que buscam ampliar direitos, fortalecer benefícios e melhorar o poder de compra e a qualidade de vida da categoria.”


Marli explica que muitas das propostas surgem das demandas apresentadas pelos próprios trabalhadores ao longo do ano.


“Recebemos muitos pedidos relacionados ao acompanhamento de filhos em consultas, internações ou quando precisam permanecer em casa por motivo de doença. Também discutimos benefícios voltados à saúde e outras melhorias que já existem em algumas empresas por meio de acordos coletivos e que queremos ampliar para toda a categoria.”


A presidente destaca que a proposta de reajuste salarial contempla a reposição integral da inflação medida pelo INPC, acrescida de 5% de ganho real.


“O índice definitivo do INPC será conhecido apenas em setembro, mas nossa reivindicação é garantir a reposição das perdas inflacionárias e buscar aumento real. Também estamos propondo um piso salarial único de R$ 2.700, valor que já é praticado por diversas empresas do setor e que entendemos ser possível alcançar.”


Com a aprovação da pauta, o Sintrivest dará início às negociações com o sindicato patronal. As reuniões devem ocorrer nos próximos meses e definirão as condições da Convenção Coletiva de Trabalho que passará a valer para a categoria.